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Padre Luiz Bertotti faleceu aos 87 anos, na madrugada do dia 21 de agosto, em Nova Trento.

“Vinde a mim, vós todos, que estais aflitos, que eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, que é suave e leve, porque sou manso e humilde de coração e achareis repouso para vossas almas” (Mt 11-28-30).

Meus irmãos e irmãs em Cristo, neste momento cabe a mim o sagrado dever de agradecer: A Deus em primeiro lugar, pelo dom da vida e da vocação sacerdotal do Pe. Luiz. Nascido em 1º de janeiro de 1929, no próximo ano completaria 88 anos e no dia 08 de dezembro celebraria 60 anos de vida sacerdotal.

Nossa gratidão a todos os paroquianos nas paróquias onde exerceu seu apostolado. Em todas elas foi amado pelo seu trabalho corajoso e perseverante. Vou citar as Paróquias: Tijucas, Canelinha, Camboriú, Santíssimo Sacramento de Itajaí, São João Batista, Major Gercino, São Francisco Xavier (todo o norte da Ilha de Florianópolis e, finalmente, na Catedral Metropolitana de Florianópolis). Foi também professor no Seminário de Azambuja e no Itesc; como também na Fepevi, em Itajaí.

Nos últimos sete anos viveu uma verdadeira Via-Sacra. Impossibilitado de trabalhar passou a viver comigo em Nova Trento, cercado do carinho das famílias dos irmãos, sempre unidos na dor e na alegria. O Arcebispo Dom Murilo pediu que ficássemos em Nova Trento, em tratamento de saúde, mas ligados juridicamente à Catedral Metropolitana. Em três Paróquias, o Pe. Luiz recebeu o título de cidadão honorário. Mas em todas elas onde se dedicou com fé e coragem, como disse, foi amado como um verdadeiro Bom Pastor, dedicando-se sempre aos mais pobres e carentes. Nossa gratidão aos pastores maiores Arcebispos, Bispos, colegas, sacerdotes e diáconos no serviço do Senhor.

E não podíamos esquecer os funcionários, enfermeiros e médicos de todos os hospitais por onde passamos. Fomos sempre tratados com carinho e competência. De fato, neles nos lembramos das palavras do Senhor. “Estive doente e tu cuidaste de mim”.

Nossa gratidão às preces das Irmãzinhas da Imaculada Conceição e por toda sua ajuda material nos estudos do Pe. Luiz.

Agora, permitam que recorde mais uma vez alguns fatos: Pe. Luiz era grande devoto da Mãe de Deus. Senão vejamos o que aconteceu: Nasceu no dia de Nossa Senhora da Paz. Ela, no dia 1º abre a cortina do Novo Ano e nos apresenta aquele que é o caminho, a verdade e a vida. Ordenou-se no dia da Imaculada Conceição. Faleceu no dia da Assunção de Nossa Senhora e foi sepultado no dia da Festa de Nossa Senhora Rainha e a Missa do 7º dia, no dia da chegada de Nossa Senhora Aparecida, em Nova Trento.

Parece que tudo isso explica um pouco suas últimas e conscientes palavras: “Mãe, Mãe, Mãe do Céu – não aguento mais…vem, vem Mãe e …deu o último suspiro.

Pe. Luiz e eu, trabalhamos juntos 47 anos, dos quais sete como já disse foram uma verdadeira Via Sacra. Pe. Luiz não adocicou o sacrifício da cruz. Nunca ouvi ele dizer “Por que aconteceu isso comigo?” Agora, olhando seu rosto no velório, alguém me assoprava no ouvido: Pe. Egídio, Pe. Luiz como está feliz, com um rosto cheio de paz.

De fato terminaram os seus ais e a fé me diz que ele está nos braços do Pai Misericordioso, no Ano Jubilar da Misericórdia.

Eu lhe agradeço sua companhia e lhe peço perdão se algum dia de sua Via-Sacra, não fui um bom Cirineu.

Pe. Luiz, obrigado – Adeus – Até Deus.

Por: Pe. Egídio Alberto Bertotti

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