O Papa Francisco escolheu a passagem do Livro dos Salmos para o tema do II Dia Mundial dos Pobres. O primeiro elemento que sobressai nesta oração é o sentimento de abandono e confiança num Pai que escuta e acolhe. O Senhor é bom para todos que procuram n’Ele seu refúgio, principalmente os que estão com o coração dilacerado pela tristeza, solidão e exclusão.

O salmista diz que o Senhor não só escuta o clamor do pobre, mas também responde, a partir da proximidade concreta e palpável, onde “cada cristão e cada comunidade são chamados a ser instrumento de Deus a serviço da libertação e promoção dos pobres” (EG 187). Esse encontro é sinal da proximidade de Deus, sabendo que a primazia compete a Ele, que abre nossos olhos e nosso coração à conversão. Quem se coloca a serviço dos pobres é instrumento nas mãos de Deus para fazer reconhecer a sua presença e a sua salvação.

O II Dia Mundial dos Pobres será realizado no dia 18 de novembro e pretende ser uma pequena resposta dirigida pela Igreja aos pobres de todo lugar, a fim de não pensarem que o clamor cairá em saco roto. O Papa alerta que não é de protagonismo que os pobres têm necessidade, mas de amor que sabe esconder-se e esquecer o bem realizado. Os verdadeiros protagonistas são o Senhor e os pobres.

Papa Francisco convida que cada paróquia realize um dia de encontro onde muitos poderão encontrar o calor d’uma casa, a alegria de uma refeição festiva e a solidariedade dos que quiserem compartilhar a mesa de forma simples e fraterna. Enfim, rezarem juntos em comunidade e compartilhar a refeição no dia de domingo.

Por: Fernando Anísio Batista
Artigo publicado na edição do Jornal da Arquidiocese de novembro de 2018, pág. 05.

 

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