Foto: André Arcênio fotógrafo

No Sábado Santo, 31 de março, as 72 paróquias da Arquidiocese celebraram a vitória da vida e cantaram o ALELUIA. Sim, Cristo venceu à morte, ressuscitou, Aleluia!

Na Catedral Metropolitana, o Arcebispo presidiu a mãe de todas as vigílias, a Vigília Pascal, que foi concelebrada pelos padres David Antônio Coelho (pároco), Eugênio Kinceski (vigário), Pedro Martendal (vigário) e Vânio da Silva (reitor do Seminário de Teologia Convívio Emaús). Contou com a participação dos seminaristas da teologia e do diácono Domingos Sena.

A liturgia dessa noite de Páscoa é profunda de significados. Inicia-se com a celebração da luz, que contém três partes: a bênção do fogo, a procissão do Círio Pascal e a proclamação da Páscoa.

Foto: Juliano Dequigiovanni

Na frente da Catedral, devido à chuva, Dom Wilson abençoou o fogo, que representa o desejo do céu aceso dentro de cada um pela graça da Páscoa. Com o fogo novo abençoado, são aplicados os cravos – que simbolizam as chagas gloriosas de Cristo – e se acende o Círio Pascal, vela símbolo que representa o Cristo Ressuscitado.

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Os sacerdotes e os fiéis entram na Igreja que está escura, brilha apenas a luz do Círio. Nessa luz serão acesas as velas do povo, enquanto se canta por três vezes: “Eis a luz de Cristo… Demos graças a Deus”.

Ao término da procissão, o Círio foi colocado no presbitério, e o pároco da Catedral, Pe. David Coelho, cantou a solene proclamação da Páscoa.

Foto: André Arcênio fotógrafo

O Arcebispo destacou que “o amor vence o mal. Jesus passou da morte à vida. Se Deus nos criou, Ele tem uma relação com cada um de nós. Só seremos como Ele criou, se nos relacionarmos com Ele”.

Na continuação da homilia, Dom Wilson Tadeu Jönck disse que “Cristo entregou Sua vida, assumiu sobre si os nossos pecados. Se nos voltarmos a Cristo e assumirmos a vida Dele, nos tornamos filhos de Deus. Na vida devemos descobrir algumas coisas que devem ser arrancadas de nós, que não são da filiação divina”.

Nesta celebração são propostas, ao todo, nove leituras. Há quem se queixe da quantidade, mas vale apena lembrar que se trata de uma vigília e não de uma Celebração Eucarística comum. Na Catedral em Florianópolis foram feitas quatro leituras.

Foto: André Arcênio fotógrafo

Entre uma leitura e outra, intercaladas por salmos e orações, desenrola-se a narrativa de toda a história da salvação, desde a criação, passando pelas várias alianças, até chegar à nova e eterna aliança em Cristo, que proporciona uma nova criação.

O momento do Glória – silenciado por toda a Quaresma – contou com badalar de sinos e louvores pela ressurreição do Senhor. O rito teve a bênção da água e a renovação das promessas batismais. Na Catedral, uma criança foi batizada e recebeu a Primeira Comunhão. Dois jovens também receberam a Primeira Comunhão e outros dois foram crismados.

Foto: Juliano Dequigiovanni

A Páscoa é o centro da vida da Igreja. Tudo brota e converge para ela, é a passagem da morte para a vida. É tão importante que a liturgia proporciona 50 dias para o cristão usufruir da alegria do Ressuscitado no meio da humanidade, período esse chamado de tempo pascal e que dura até o domingo de Pentecostes, onde Jesus, ao subir aos céus, envia o Espírito Santo prometido.

 

 

 

 

Fotos: André Arcênio e Juliano Dequigiovanni

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