comunhão-dos-santosTodo domingo recitamos no Credo nossa fé na comunhão dos santos. Que se realiza entre as três grandes categorias de fiéis: os eleitos da Igreja triunfante ou gloriosa, no céu; os sofredores da Igreja padecente ou purificante, no purgatório; os peregrinos da Igreja militante, na terra. Todos são santos, porque eleitos de Deus, amigos íntimos do Senhor, possuídos pelo Espírito Santo. Nós, quanto mais seriamente vivermos o batismo e participarmos da vida da comunidade, mais poderemos experimentar a beleza e a riqueza desta comunhão dos santos.

Ressuscitados em Cristo

Com as devidas diferenças no modo como cada qual se situa em sua caminhada de fé, todos nós já experimentamos a morte e a ressurreição. Pelo batismo e pela vida em comunidade, morremos para o pecado e ressuscitamos para a vida nova em Cristo (Rm 6,3-4). Ser cristão é ser morto para o pecado e viver como ressuscitado. É fazer a experiência cotidiana da Páscoa: passar do pecado para a graça, do egoísmo para a comunhão, da indiferença para a solidariedade. Ser cristão é viver como ressuscitados em Cristo.

Ressuscitados na comunidade

O desafio dos santos que vivem na terra é a vida em comunidade. Os do céu já vivem a plenitude da comunhão. Os do purgatório já estão na antecâmara da comunhão do céu. Nós, peregrinos neste mundo, vivemos na obscuridade da caminhada e, sobretudo, na escuridão do pecado. Somos tentados ao egoísmo e ao imediatismo. “Eu” quero “já” a solução para todos os meus problemas. Pronome e advérbio que se constituem nas duas grandes raízes de todos os males que nos distanciam da comunidade e, portanto, da comunhão dos santos.

Comunhão na comunidade

Fora da comunidade não existe comunhão nem santidade nem ressurreição. O documento 100 da CNBB, “Comunidade de comunidades: uma nova paróquia”, nos ensina que a Igreja é a casa da Palavra, a casa do Pão e a casa da Caridade (nn. 179-184). “A fraternidade é a expressão da comunhão com Deus e com as pessoas. É a fonte inesgotável da vocação cristã e do impulso missionário” (n. 182). “A ideia da comunidade como casa fornece o conceito de lar, ambiente de vida, referência e aconchego. (…) É uma estação, uma parada no caminho para a pátria definitiva” (n. 178).

Artigo publicado na edição de novembro/2015, nº 218, do Jornal da Arquidiocese.

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