Aproxima-se o Tríduo Pascal, coração do Ano Litúrgico, no qual a Igreja celebra os mistérios centrais da fé cristã: a paixão, morte, a sepultura e a ressureição de Nosso Senhor Jesus Cristo. 

Novamente esta Semana Maior, a Semana Santa, será celebrada no contexto da pandemia de COVID-19, que desde o ano passado obrigou a Igreja a elaborar e adotar normas e práticas de segurança sanitárias que buscassem garantir a defesa e a conservação da vida dos fiéis, pelo cuidado com a não disseminação do vírus nas celebrações litúrgicas. Essas exigências sanitárias interferem de maneira extraordinária no modo de bem celebrar esses sagrados dias.

Diferente do ano passado, quando não havia possibilidade de participação dos fiéis, esse ano exigirá maior atenção das paróquias e fiéis para essa celebração. Por isso, a Arquidiocese informou aos párocos as orientações e sugestões da Comissão Episcopal para a Liturgia, da CNBB, para a Semana Santa 2021 em tempos de pandemia. As sugestões levam em consideração o que já foi apresentado pela Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, do Vaticano.

Domingo de Ramos e Missa do Crisma

Dois grandes momentos precedem o Tríduo: o Domingo de Ramos da Paixão do Senhor e a Missa do Crisma.

Entre as sugestões enviadas para o Domingo de Ramos às paróquias estão evitar procissões, visando a não aglomeração de fiéis e, consequentemente, não possibilitando possíveis riscos à saúde pública.

A Missa do Crisma não será aberta à participação dos fiéis, fechada apenas para os presbíteros e diáconos, às 9h. Haverá transmissão pelo canal do Youtube e na página do Facebook da Arquidiocese de Florianópolis. 

Tríduo Pascal

Na Missa da Ceia do Senhor, na Quinta-feira Santa, é sugerido que seja omitido o Rito do Lava-Pés, pois (requer) exigiria a presença física de várias pessoas, não podendo ser substituído por nenhuma outra iniciativa, ideia ou representação que pudesse ferir o valor simbólico-sacramental do gesto. No final desta celebração, após a oração depois da comunhão, omita-se também a Transladação do Santíssimo Sacramento, que deve ser conservado no tabernáculo como de costume. Julgando-se oportuno, pode-se seguir um breve momento de oração em Vigília Eucarística individual, sem solenidades. O momento de adoração seja breve para se evitar a permanência dos fiéis dentro das igrejas por muito tempo.

Para a celebração da Paixão do Senhor, na Sexta-feira Santa, é proposto uma intenção particular pelos que padecem na pandemia de Covid-19 na Oração Universal, conforme orientação do Missal Romano, antes de se rezar “Por todos os que sofrem provações”, conforme a seguir: 

X. Pelos que padecem a pandemia do Covid-19

Oremos ao Deus da vida, salvação do seu povo, para que sejam:
consolados os que sofrem com a doença e a morte,
provocadas pela pandemia do novo coronavírus;
fortalecidos os que heroicamente têm cuidado dos enfermos;
e inspirados os que se dedicam à pesquisa de uma vacina eficaz.

Reza-se em silêncio. Depois o sacerdote diz:

Ó Deus, nosso refúgio nas dificuldades,
força na fraqueza e consolo nas lágrimas,
compadecei-vos do vosso povo que padece sob a pandemia,
para que encontre finalmente alívio na vossa misericórdia.
Por Cristo, nosso Senhor.

No Sábado Santo, dia de recolhimento, ajudarão a bem viver esse dia: a oração do Ofício Divino, uma Celebração da Palavra em família ou outra oração da piedade popular como, por exemplo, a meditação das Sete Dores de Nossa Senhora ou a Via-sacra.

No Domingo da Páscoa na Ressurreição do Senhor, na Solene Vigília Pascal seja celebrada conforme sua estrutura própria. Pode-se, porém, seguir algumas indicações particulares. 1) Celebração da Luz (primeira parte): pode-se, no local da celebração, acender o Círio Pascal (Missal Romano, Vigília Pascal, n. 13) e, imediatamente, as velas das pessoas que puderem participar presencialmente; em seguida, faz-se a Proclamação da Páscoa ou Exultet. 2) Liturgia da Palavra (segunda parte): sugere-se a proclamação do número reduzido dos textos bíblicos para se evitar o prolongamento da celebração, ou seja: “Leiam-se pelo menos três leituras do Antigo Testamento ou, em casos especiais, ao menos duas. A leitura do Êxodo, cap. 14, nunca pode ser omitida” (Missal Romano, Vigília Pascal, n. 21). Do Novo Testamento, leiam-se a Epístola e o Evangelho. 3) Liturgia Batismal (terceira parte): se não houver Batismo nem bênção de água batismal realiza-se apenas a Renovação das Promessas do Batismo. 4) Liturgia Eucarística (quarta parte): observe-se apenas a necessidade de se dar a comunhão na mão, sem realizar a saudação da paz.

Fonte: CNBB

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