Novembro tem um significado especial no calendário litúrgico. O fim do ano vem chegando e o olhar cristão se dirige para o fim da história. Professamos no final do Credo: Creio na comunhão dos santos, creio na ressurreição da carne e na vida eterna. Assim, nosso olhar de fé se alonga além da vida e brilha cheio de esperança sob o clarão da luz eterna.

Sabemos que desde os primeiros séculos, os cristãos praticam o culto dos santos, a começar pelos mártires. Por isto hoje vivemos esta Tradição, na qual a Igreja nos convida a contemplarmos os nossos “heróis” da fé, esperança e caridade. É um convite a olharmos para o alto, pois neste mundo marcado pelo pecado, brilham no céu com a luz do triunfo e esperança daqueles que viveram e morreram em Cristo, por Cristo e com Cristo, formando uma “constelação”, que São João viu: “Era uma imensa multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas” (Ap 7,9).

Todos estes combatentes de Deus merecem nossa imitação, pois foram adolescentes, jovens, homens, mulheres, operários, patrões, sacerdotes, pobres, religiosos, que se tornaram um sinal do que o Espírito Santo pode fazer em um ser humano que se decide a viver o Evangelho.

Portanto, a vida deles acabou virando proposta para nós, uma vez que passaram fome, perseguições, alegrias, situações de pecado, profundos arrependimentos, injustiças, tudo o que constitui o cotidiano dos seguidores de Cristo. Eles enfrentam os embates da vida sem perder o entusiasmo pela Pátria definitiva.

Todos somos chamados à santidade. Nela e por ela, a partir do Batismo, já adquirimos e vamos consolidando a nossa cidadania celeste. Deus nos comunica o que ele é em sua realidade mais essencial. Ele é santo! Só ele o é por natureza. Ora, se Deus é nosso Pai e se somos seus filhos, somos chamados a ser o que ele é. A Bíblia inteira nos convida ao chamado: ser santos. O livro do Levítico (19,2) proclama a vontade soberana do Senhor ao seu povo: “Sede santos como eu vosso Deus sou santo!”.

Todos os santos e santas de Deus, rogai por nós!

Por Eduardo Senna
Seminarista da Arquidiocese
Artigo publicado no Jornal da Arquidiocese, na página 08, edição de novembo de 2017

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