Karla e Fabiana se conheceram há 14 anos nos encontros do grupo de jovens.

Karla e Fabiana se conheceram há 14 anos nos encontros do grupo de jovens.

Jovens comentam relação das redes sociais no contato com amigos

“O amigo ama em todos os momentos; é um irmão na adversidade”, já indica o capítulo 07 do livro dos Provérbios. No mês do dia do amigo, 20 de julho, o tema ganha notoriedade. Aliás, quem não tem amigos?

Em tempos de Facebook e WhatsApp, questiona-se: as redes sociais e os aplicativos de mensagens favorecem ou prejudicam os encontros de amigos?

“A falta de tempo é um problema que acomete a maior parte da população mundial. Com isso, a interação entre as pessoas está cada vez mais virtual. O pouco tempo que se tem livre é um dos motivos que diminui significativamente a disponibilidade das pessoas para saírem e se encontrar”, explica a psicóloga e blogueira Viviane Segal.

Karla Duarte, por exemplo, é amiga de Fabiana Rampelotti há 14 anos, e conta que no início da amizade no grupo de jovens da Paróquia São Cristóvão, em Itajaí, não havia esse contato via internet. “Difícil nos imaginar hoje sem redes sociais, mas era possível. Acho que nos falávamos mais por ligação ou até mesmo por SMS”, conta.

Já Leonardo Buiar, 22, da Paróquia Santa Inês, Balneário Camboriú, conheceu seu amigo Jhonatan Gustavo Piotrovski há pouco mais de um ano, em plena popularização dos contatos online. “As redes sociais favorecem nosso relacionamento, mandamos mensagem praticamente o dia todo”. Porém, revela que “no começo não nos falávamos muito pelo celular”.

A psicóloga Viviane recorda “que tais formas de relacionamento [virtuais] são importantes e facilitam a vida moderna e rápida na qual estamos inseridos. São capazes de diminuir distâncias entre pessoas que vivem longe”, o que se considera um aspecto positivo. Por outro lado, a especialista explica que é necessário perceber até onde alguém transfere, de forma prejudicial, os relacionamentos pessoais para os virtuais. A busca do equilibro é a alternativa mais plausível, argumenta Viviane.

Questionada se os contatos online têm substituído os encontros presenciais, Karla Duarte é enfática em dizer que não. E, por fim, manifesta um desejo: “Que as redes sociais continuem a nos proporcionar facilidade na comunicação, mas que nunca possam substituir ninguém em nossas vidas”.

Matéria publicada na edição de julho do Jornal da Arquidiocese de Florianópolis, página 11. 

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