São muitos os frutos que podemos obter no trato íntimo com a Virgem Maria e no amor por ela. Ela própria nos diz: “Cresci como a vinha de frutos de agradável odor, e minhas flores são frutos de glória e abundância. Eu sou a mãe do puro amor, do temor, da ciência e da santa esperança. Vinde a mim todos os que me desejais com ardor, e enchei-vos dos meus frutos, pois o meu espírito é mais doce que o mel, e a minha posse mais suave que o favo de mel” (Eclo 24, 23-27).

Deus enviou o Arcanjo Gabriel a Nazaré onde a Virgem vivia. A piedade popular apresenta Maria recolhida em oração, enquanto escuta atenta o desígnio de Deus sobre ela, a notícia da sua vocação: “Ave, cheia de graça”, diz-lhe o anjo.

Deus escolheu a sua mãe e pôs nela todo o seu amor e poder. Não permitiu que fosse tocada pelo pecado: nem pelo original, nem pelo pessoal. Foi concebida imaculada, sem mancha alguma.

Como em qualquer pessoa, a vocação foi o momento central da sua vida: Maria nasceu para ser a Mãe de Deus, escolhida pela Trindade Santíssima desde toda a eternidade.

A vocação é também em cada um de nós o ponto central da nossa vida. Neste Ano do Laicato, a exemplo de Maria, possamos dizer: “Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1, 38).

Perante a vontade de Deus, Maria tem uma só resposta: amá-la. Ao se proclamar escrava do Senhor, aceita os desígnios divinos sem limitação alguma. Maria aceita com extrema alegria não ter outra vontade, senão a do seu Senhor. Entrega-se a Deus sem impor condições.

Maria nunca foi uma mulher passiva. Tomou pessoalmente a iniciativa de ir ajudar Isabel na gestação e nos dias do parto (Lc 1,39). Quando Jesus se perdeu, não ficou parada. Voltou a Jerusalém, removeu céus e terra procurando o menino (Lc 2,46). Nas Bodas de Caná, enquanto todo mundo se divertia, ela estava atenta. Percebeu que faltava vinho, tomou a iniciativa e conseguiu solucionar o problema.

À imitação de Nossa Senhora, não queiramos ter outra vontade e outros planos a não ser os de Deus.

Eluiza Terezinha Camargo Momm
Coordenadora da Comissão Arquidiocesana para a Vida e a Família

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