Conheça a história de algumas pessoas que fizeram parte dos 50 anos dos Grupos Bíblicos em Família na Arquidiocese de Florianópolis:

Marciel Linhares
Paróquia Nossa Senhora do Rosário – Roçado/São José

Comecei a participar de grupos de reflexão em 1980, na paróquia da Procasa, pois era lá que eu participava da vida eclesial. Como não tínhamos acesso à material para encontros produzidos na Arquidiocese, usávamos um livreto da Prelazia de São Félix do Araguaia. Os encontros aconteciam aos sábados, juntávamos alguns jovens do grupo de jovens e algumas famílias.

A leitura desse material e outras experiências me fez despertar para um maior compromisso de fé na Igreja e comunidade. Despertou o desejo de viver a missão. Em 1984 fui para o sertão baiano como missionário leigo e lá fiquei 5 anos.

Voltando de lá, mantive minha atuação na comunidade. Primeiramente na Paróquia Santo Antônio, em Campinas, e mais tarde na Paróquia Nossa Senhora do Rosário, Roçado, São José. Aqui temos vários grupos bíblicos em família, penso que uns 17. Nesses últimos meses, por conta da pandemia não tem sido possível se reunir, mas cada um faz o encontro em sua casa. A participação nos GBF é uma grande oportunidade de vivermos, com mais intensidade, a nossa fé a partir do batismo. Refletir a Palavra e viver a Palavra, concretamente. Não dá para ser cristão de faz de conta, vendo tanta coisa que não é coerente com o Reino de Deus: exclusão, fome, violência, preconceito, perda de direitos, morte. A vida não está no centro de muitos projetos políticos e de governos.

Maria de Fátima Dias Silva
Paróquia São Sebastião – Tijucas

Meu primeiro contato com os Grupos Bíblicos em Família aconteceu através dos meus pais. Junto com eles eu participava das novenas de Quaresma Páscoa, Natal, grupos de Reflexão.

O Grupo Bíblico em Família para mim é uma conexão com os ensinamentos de Jesus através da Palavra em união aos irmãos, em oração com a comunidade e pela comunidade. É sair do comodismo e ir ao encontro das famílias e juntos refletir a Palavra e partilhar as angústias, anseios, crescimento na fé, solidariedade e alegria nos encontros.

Louvo e agradeço a Deus por fazer parte desta grande família GBF. Esta é uma maneira maravilhosa e gratificante de ser Igreja missionária, Igreja doméstica, Igreja nas casas. Quem não fez essa experiência não deve perder a oportunidade, busque em sua paróquia, vale a pena. Eu sou apaixonada pelos Grupos Bíblicos em Família!

Marileni Melo
Paróquia Divino Espírito Santo – Camboriú

Participo dos encontros dos Grupos Bíblicos em Família há 35 anos. Meus pais sempre participaram na igreja, especialmente minha mãe, então eu sempre me encantava com tudo o que acontecia na igreja. Os encontros do GBF nas casas das famílias da minha paróquia foram paixão à primeira vista. Estar e caminhar com as famílias, celebrar, chorar e rir juntos nos ensina a entender, ouvir e ser ouvida pelas pessoas nos encontros nas casas.

O Pe. Alcides Albony do Amaral era nosso Pároco quando assumimos a coordenação dos GBF, antes grupo de reflexão. Mesmo antes da implementação do GBF em nossa paróquia nós já tínhamos o costume de realizar as novenas em preparação para o natal, a páscoa e Pentecostes. Sempre caminhamos, nas comunidades com visitas e encontros bíblicos nas casas. Para mim, o Grupo Bíblico em Família é a base de uma Igreja Doméstica, a Igreja que Jesus Cristo viveu. Sentia, acolhia, escutava, e agia para que as pessoas tivessem vida em abundância.

Valdete Flores
Paróquia Nossa Senhora Aparecida – Vila Real/Balneário Camboriú

Iniciei quando criança, por volta dos anos 80, acompanhando minha mãe nas novenas de Natal e Páscoa, e na oração do terço em família durante o tempo comum, e daí, nunca mais parei. Em 1.990, quando ainda éramos comunidade da Paróquia Santa Inês, eu assumi a coordenação na comunidade dos grupos de novenas, como era conhecido na época. Fiquei na coordenação até o ano de 1.998. Em 2005, assumi a coordenação, agora como Paróquia Nossa Senhora Aparecida dos GBFs, onde estou até hoje…

Os GBFs, este novo chão onde a Igreja deve pisar, são a missão nas famílias. A família é a primeira terra de missão dos GBFs. E isso se dá a partir da partilha da Palavra que nos coloca em comunhão uns com os outros e com Deus. Falando e ouvindo nós ensinamos e aprendemos. Ao mesmo tempo em que vislumbramos novos caminhos e novas possibilidades para a nossa própria vida, para os nossos problemas e aflições, também ajudamos a iluminar e atenuar muitos problemas e dificuldades alheias. É por isso que os grupos se tratam como famílias de fé. “Para mim, são amigos que vou guardar no coração e levar comigo”. É o coração que une a oração e à ação. Louvemos a Deus pela vontade e pelo esforço de todos em favor desta Prioridade Pastoral: criar, formar e a sustentar os GBF. Cuidem. Acendam esta luz, espalhem esta chama. Plantem esta pequenina semente no chão das comunidades que, um dia, será colhido os mais belos frutos.

Matéria publicada na edição de setembro de 2020 do Jornal da Arquidiocese, página 7.

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