A Semana Santa na Igreja

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A Igreja em todo mundo vive o auge do tempo litúrgico. O Ciclo Pascal se iniciou na Quarta-feira de Cinzas com a Quaresma. Foram 40 dias de preparação para a Páscoa, a grande vitória de Cristo sobre a morte. A partir do Domingo de Ramos, celebrado no último dia 29 de março, a Igreja entra na Semana Santa, onde recorda a Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo.

Nos ritos celebrados nestes dias da Semana Santa se incluem a bênção e a procissão dos ramos (ocorrida no último domingo), a Missa do Crisma, depois a Missa da Ceia do Senhor, a ação litúrgica da Sexta-feira da Paixão e a Vigília Pascal.

No caminhar da Semana Santa, a liturgia da Palavra conduz e ajuda o cristão-católico a percorrer o caminho de Jesus. Neste caminho se reflete sobre o servo ungido por Deus para servir. A unção faz o homem participante das coisas de Deus, da Sua vida.

Na Quarta-feira Santa, véspera do Tríduo Pascal, faz-se uma revisão de vida preparando para bem celebrar a Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor e deixar que a Páscoa aconteça na vida de cada um. No Tríduo Pascal é celebrada a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus.

O Domingo de Páscoa celebra a Ressurreição de Jesus e Sua primeira aparição entre os discípulos, iniciando o Tempo Pascal que se estenderá até Pentecostes.

Confira a programação da Semana Santa na Igreja Mãe da Arquidiocese

– Quinta-feira Santa, 02 de abril, Missa Pontifical do Crisma, 09h, na Catedral – Nesta celebração, o Arcebispo Dom Wilson Tadeu Jönck, scj, concelebra com seu clero (padres e diáconos) e dentro da qual consagra o santo crisma e abençoa os óleos dos catecúmenos e dos enfermos. Como também, os presbíteros (padres) renovam seus compromissos sacerdotais.

Com o santo crisma consagrado pelo bispo são ungidos os recém-batizados e são marcados com o sinal da cruz os que são confirmados, são ungidas as mãos dos presbíteros e a cabeça dos bispos, bem como a igreja e os altares na sua dedicação.

Com o óleo dos catecúmenos, são ungidos no peito os que se preparam para o Batismo.
Por fim, com o óleo dos enfermos, usado na unção dos enfermos, para alívio na doença.

– Quinta-feira Santa, 02 de abril, Missa da Ceia do Senhor (Lava-pés), 19h30, na Catedral – Nesta Missa, a Igreja dá início ao Tríduo Pascal da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor e se propõe a celebrar aquela última ceia na qual o Senhor Jesus, na noite em que ia ser entregue, tendo amado até ao fim os seus que estavam no mundo, ofereceu a Deus Pai o Seu Corpo e Sangue sob as espécies do pão e do vinho, e os entregou aos Apóstolos para que os tomassem, e lhes mandou, a eles e aos seus sucessores no sacerdócio, que os oferecessem também.
Nesta Missa, faz-se, portanto, memória da instituição da Eucaristia, da instituição do sacerdócio, e do lava-pés, mandamento do Senhor sobre a caridade fraterna. O celebrante, no caso, o Arcebispo, recorda o gesto de Cristo que lavou os pés dos apóstolos.

Os três dias, de Quinta-feira Santa ao Sábado Santo, formam uma só celebração que resume todo o mistério pascal. Por isso, nas celebrações da Quinta-feira à noite e da Sexta-feira não se dá a bênção final. Ela só será dada, solenemente, na final da Vigília Pascal.

– Sexta-feira Santa, 03 de abril, Celebração da Paixão do Senhor, 15h, na Catedral – Esta celebração consta de três partes: liturgia da Palavra, adoração da Santa Cruz e Sagrada Comunhão. O altar deve estar completamente desnudado, sem cruz, sem castiçais e sem toalhas. A Igreja se recolhe no silêncio, oração e escuta da palavra divina ao procurar entender o significado profundo da morte do Senhor. Neste dia não há Missa, mas a Eucaristia é distribuída.

Em seguida, às 18h, ocorre a descida da cruz e procissão do Senhor Morto.

Neste dia, assim como na Quarta-feira de Cinzas, é recomendado não comer carne, por serem dias de abstinência e penitência. Como a carne sempre foi alimento caro, principalmente na Europa, começou-se a cortar a carne, a deixar de comer aquilo que dá prazer, para estar não apenas fazendo a penitência e renunciando ao alimento, mas usando o dinheiro que seria gasto com aquela carne para socorrer os necessitados. Deixa-se de comer alimento caro, que dá prazer, para poder colocar não só a própria vontade submissa ao projeto de Deus, para ter um alto domínio de si mesmo, mas também para ter de maneira legítima, aquilo com que socorrer os irmãos mais pobres.

– Sábado Santo, 04 de abril, Vigília Pascal, 20h, na Catedral – Esta noite deve ser celebrada em honra do Senhor, e a Vigília que nela se celebra, em memória da noite santa em que Cristo ressuscitou, deve considerar-se a mãe de todas as Vigílias. Pois, nela, a Igreja mantém-se em vigília à espera da Ressurreição do Senhor, e celebra-a com os Sacramentos da Iniciação cristã. É a vitória de Cristo sobre a morte, a certeza de que após a cruz, tem-se a ressurreição. Durante o dia não há nenhuma celebração e a Igreja permanece de “luto”, silêncio e oração.

– Domingo de Páscoa, 05 de abril, Catedral – Missas nos horários normais: 07h30, 09h30, 18h e 19h30.

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