O projeto é aplicado na região de Empada, na Guiné-Bissau, na África Ocidental, país com o 7º pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). É coordenado pelo Instituto Pe. Vilson Groh (IVG) e financiado por uma ampla rede de parceiros doadores.

unnamed Desde de o início do seu ministério presbiteral, a 35 anos, Pe. Vilson Groh mora no Monte Serrat, um dos morros pobres de Florianópolis. O projeto em Empada, tem por meta, estruturar condições para o desenvolvimento da região de Empada, tendo como catalizador, a educação. Através de bolsas de estudo, kits com materiais escolares, construção de cantina para alimentação no período de estudo, reforma de escolas e colônia de férias, pretende ampliar as oportunidades para crianças e adolescentes da região.  Uma mesma criança pode receber mais de um tipo de apoio. As formas de apoio dependem das condições socioeconômicas da família, bem como das demandas de cada escola. Em 2016 foram apoiadas 1.224 crianças e adolescentes, com um investimento total de R$ 110.771,25 para este projeto.

unnamed (4)Foram compradas 50 carteiras escolares duplas, para possibilitar que mais de 200 alunos estudassem no Liceu. A construção da cantina e a alimentação foram introduzidas, porque era recorrente as crianças não se alimentarem antes da aula, tendo ainda de percorrer cerca de 12 quilômetros a pé para estudar. Havia muitos casos de desmaio, dores de cabeça e mal estar decorrentes da fome. Na região de Empada, a população come apenas uma vez por dia, próximo às 15h.

A opção religiosa da criança e do jovem não influencia na obtenção dos apoios, sendo beneficiadas crianças muçulmanas, de religiões tradicionais, católicas e protestantes. Os critérios para serem beneficiados envolvem aspectos socioeconômicos.IMG_9331

“Quando trazemos o Padre Maio para Florianópolis e discutimos com ele as suas e as nossas questões, a gente descobriu um ponto em comum que é a criança e o jovem frente ao desafio de seu futuro. A realidade leva a pensar as questões da sociedade e do planeta Terra, em relação a estas crianças, jovens e adolescentes, para ampliar suas perspectivas e caminhos para o futuro”, destacou Pe. Vilson Groh.

O projeto continua intenso em 2017. Em fevereiro, o IVG trouxe o Pe. Alberto, de Guiné-Bissau, para cursar a graduação em Administração de Empresas, na UNISUL. Ele ficará hospedado na Paróquia da Santíssima Trindade, em Florianópolis, com o pároco, Frei Justino Stolf.

Para junho está programada nova vinda do Pe. Maio da Silva, coordenador do projeto em Guiné Bissau. E também a vinda de dois radialistas da rádio católica Sol Mansi, para troca de experiências com rádios locais. O rádio é o mais importante meio de comunicação no país e a rádio católica tem a maior audiência.

unnamed (1)“Acredito que este gesto de solidariedade é o maior símbolo da nossa humanidade. Nós reconhecemos os outros, independentemente de cor, raça, religião, de condição financeira. Se a gente pode contribuir com a felicidade dos outros, acho que nós temos obrigação. Não é um favor que a gente vai fazer; é uma obrigação nossa, é nossa responsabilidade”, assegura o juiz de direito do TJSC, Alexandre Takashima, um dos apoiadores que esteve em Guiné Bissau, em 2016.

Doações para o projeto:
Banco do Brasil | Agência 5255-8 | Conta Corrente: 57543-7
Favorecido: Instituto Pe. Vilson Groh | CNPJ: 13.188.828/0001-67
Mais informações: (48) 30391828 – [email protected]

Matéria publicada na edição de março de 2017 do Jornal da Arquidiocese, página 12.

1 Comentários, RSS

  • Toni Bezerra

    diz em:
    4 de abril de 2017 às 21:11

    A graça de Deus se revela através de nossas ações e com essa atitude de solidariedade somos humanizada no gesto evangelizador sem a preocupações de fronteiras. Deus seja Louvado a estes que dedicam as suas vidas a causa dos outros. Gostaria de ter uma experiência de trabalho em Guiné Bissau.
    Fraternalmente, seu irmão em Cristo. Toni

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