ARQUIDIOCESE DE FLORIANÓPOLIS

CONSELHO DE FORANIA PASTORAL – JUNHO 2017

TEMA: GRUPOS BÍBLICOS EM FAMÍLIA – GBF

Proposta de pauta para a discussão do tema nos Conselhos de Forania

(Quem conduzir o momento de reflexão deve situar o Conselho da metodologia e dividir bem o tempo em 03 momentos a serem tratados )

1º momento: 15’

  • INTRODUÇÃO

            “Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou ali, no meio deles” (Mt 18,20).

       O Grupo Bíblico em Família é um valioso instrumento para a vida da Igreja e da comunidade. No espírito do 13º Plano de Pastoral, 2012-2022, do Documento de Aparecida (CNBB); das Diretrizes Gerais da CNBB, 2015-2019; do documento Comunidade de Comunidades (doc. 100-CNBB) e da Evangelli Gaudiun, estes grupos são a Igreja nas casas, meio para promover uma Igreja em saída, uma Igreja inserida na vida do povo. Com certeza, contribuem, também, para a renovação da paróquia – comunidade de comunidades e ajudam a Igreja ser mais missionária.

       Vivemos numa sociedade que prega o individualismo, o egoísmo, a perda de valores éticos e cristãos, o que vai contra o projeto de Deus. Neste contexto, nós como cristãos, nos sentimos desafiados a olhar para o chão da comunidade, para o nosso dia a dia, onde a vida acontece na busca da justiça e de vida digna para todos.

  O objetivo desse momento é conhecer melhor a caminhada dos Grupos Bíblicos na paróquia, para termos elementos que dinamizem e motivem a sua multiplicação e o seu fortalecimento.

  • Apresentar o vídeo sobre a caminhada e sua importância na Igreja.

2º momento: 20’

  • Identificar ou reconhecer os GBF na paróquia (formar grupos).

Contextualização

            COM – PARTILHAR – A PARTIR DOS GBF

            Em Cristo – com Cristo – por Cristo

É preciso fazer essa experiência de fé, num encontro profundo com Jesus de Nazaré, o Filho de Deus vivo, assumindo o nosso batismo e testemunhando sua vida, morte e ressurreição. Seguir Jesus é o coração da vida cristã.

  1. A nossa fé é dom de Deus que deve ser acolhido e cultivado e, por isso mesmo, é também uma conquista pessoal a partir da experiência com Jesus.
  • A verdadeira fé nos leva à vivência comunitária, numa abertura para com o outro, a outra.
  • É preciso superar o medo, não se fechar (Jo 20,19), acreditar no Espírito de Deus (At 2,4), construir a vida de comunidade, de comunhão, o Reino de Deus, a partir dos GBF.
  1. No inicio do cristianismo, Lídia aceitou a proposta da partilha “com – partilhar”, isto é: transformar a sua casa em Igreja (At 16), a Igreja doméstica, nas casas.
  • Essa era a experiência de fé e testemunho das primeiras comunidades.
  • Transformar a casa em Igreja, ou seja, transformar suas casas em casa de partilha, da Palavra, “os cristãos se reuniam nas casas, eram perseverantes em ouvir o ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, no partir o pão e nas orações… tinham tudo em comum e não havia necessitados entre eles” (At 2,42-47).
  • A partir da Palavra de Jesus e de sua vida, o cristianismo aponta dois eixos de ação:
  1. Colocar-se a serviço da vida
  2. Atender às necessidades das pessoas.
  3. Atualizando, para o nosso tempo, é o que diz e testemunha o Papa Francisco: “A Igreja não pode existir para ela mesma, mas para a missão”, isto é, para o mundo e para a comunidade.

            Proposta de projeto do mundo atual

  1. a) No mundo atual, em que vivemos, o modelo de vida social, proposto como primeiro plano, é o individualismo, ou seja, o projeto pessoal.
  • Neste projeto da organização social estabelecida, o grande valor de vivência existencial é o acúmulo, a idolatria; a felicidade não é Deus, mas o dinheiro, que é a busca do ter – poder – prazer.
  • Dessa forma, e neste comportamento, a vida fica relativizada, o respeito com as pessoas e a ética, dilacerada. É a construção da sociedade do interesse pessoal: se me favorece eu acolho, se não me favorece eu excluo, elimino.
  • Esse modelo de vida social leva as pessoas à experiência da competição, gera a violência, a dor e a cultura de morte.
  • Rompe com a ideia do bem comum e com o projeto de Deus. É a sociedade de cada um para si e Deus para todos, onde quem pode mais chora menos.
  • Este modelo social precisa ser transformado, “Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos, renovando vossa maneira de pensar e julgar, para que possais distinguir o que é da vontade de Deus, a saber: o que é bom, o que lhe agrada, o que é perfeito” (Rm 12,2).

Recompor o tecido comunitário é missão da comunidade, da Igreja e dos GBF.

  1. a) Em nossa missão de cristãos e cristãs, precisamos reconstruir a vida de comunidade, a vida do “com – partilhar”, construindo a experiência do bem comum à luz da Palavra de Deus. Aí entra a missão dos GBFs. Todos nós, os batizados, somos chamados e enviados a transformar esta realidade social, para que seja do agrado de Deus (Rm 12,2).
  2. b) Nas comunidades, o GBF favorece um novo relacionamento interpessoal e o crescimento na fé, na comunhão e no aprofundamento da Palavra (DAp 307-310).
  3. c) A Igreja é Povo de Deus que manifesta sua vida de comunhão e serviço na evangelização (Puebla n. 618).
  4. d) Evangelizar a partir do encontro com Jesus de Nazaré, com a comunidade, no GBF, alimentados pela Eucaristia, “à luz da opção preferencial pelos empobrecidos, promovendo a dignidade da pessoa humana, construindo uma sociedade justa e fraterna, sinal do Reino definitivo” (DGAEB).

Este deve ser o nosso objetivo, esse é o projeto de Deus, o Reino que Jesus de Nazaré anunciou e praticou (Mt 5,1-12).

  1. A partir daí podemos dizer que a nossa caminhada de fé acontece em Cristo – com Cristo – por Cristo. A ele podemos dar toda a honra e a glória.

Para que todos tenham vida, e vida boa, foi o chamado de Jesus (Jo 10,10).

 (Conversar sobre o GBF a partir do contexto e do vídeo)

  1. Como é a organização do GBF na comunidade/paróquia?
  2. Quais os meios de formação que os animadores e animadoras do GBF recebem na paróquia?
  3. Quais os pontos fortes e pontos fracos do GBF na comunidade/paróquia?
  4. Que ações podemos assumir para fortalecer o GBF na comunidade/paróquia?

3º momento: 20’

  • Exposição dos grupos.
  • Conclusão das falas sobre a partilha, encaminhamentos e as orientações da coordenação dos GBF.

            ORIENTAÇOES GERAIS

Inspirados pela Palavra de Deus, e pelas palavras e atitudes do Papa Francisco, reafirmamos que os GBF são o espaço para a escuta, para a reflexão da vida e da Palavra, de mesa da partilha e de oração, para que todos tenham uma experiência fecunda de fé e de comunhão fraterna.

  • Algumas sugestões por parte da Coordenação Arquidiocesana para o fortalecimento e a multiplicação dos GBF na nossa Igreja:
  • Ter a consciência de que os GBF não devem ser vistos como uma pastoral ao lado de outras pastorais, mas como um serviço de evangelização aberto a todas as pessoas, a começar pelas próprias lideranças das diversas pastorais, movimentos, organismos eclesiais, etc.
  • No espírito de nosso Plano Pastoral, os GBF podem ser um instrumento de comunhão para uma pastoral de conjunto, agregando todas as pastorais, movimentos e organismos.
  • A paróquia procure mapear o seu território para favorecer a criação de novos grupos, se possível por ruas/condomínios que ainda não os possuem.
  • Para o bom funcionamento dos GBF é fundamental que exista em cada paróquia (também nas comunidades) e na Forania uma articulação (equipe de coordenação) dos GBF;
  • A paróquia ou Forania deve promover encontros de formação para animadores, animadoras e membros dos GBF em sintonia com a Coordenação Arquidiocesana;
  • Ter na paróquia, um dia da semana para os grupos se encontrarem, sem ter nenhuma atividade neste dia, para que todas as pastorais e movimentos possam participar e atuar nos GBF;

Igreja nas casas! A arquidiocese nos chama e convida a evangelizar. Os grupos refletem o rosto da Igreja, que é graça presente em todo lugar.

É fé e vida na partilha. É Grupo Bíblico em Família.

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