A Vila Nossa Senhora do Desterro (Florianópolis-SC) foi fundada em 1662, por Francisco Dias Velho, onde hoje está localizada a Praça XV de Novembro. Desde então, a cidade começou a crescer.

O jardim da Praça foi construído entre os anos de 1885 e 1887 e recebeu diversos tipos de árvores. Pouco tempo depois, foi plantada a atual, a Figueira Centenária, considerada como um símbolo do local. Conta-se que ela nasceu em 1871 em um jardim que existia em frente à Catedral e que foi transplantada para o lugar atual em 1891.

Por determinação do decreto n° 066, de 08 de abril de 1891, o local foi cercado por grades de ferro, com horários controlados para visitação do público.

Em 1912, o prefeito Henrique Pupp Jr. mandou retirar as grades e abrir a praça ao público. Algumas grades foram reaproveitadas para cercar o Asilo Irmão Joaquim, na Avenida Mauro Ramos, e a Igreja São Francisco, na Rua Deodoro.

A “Figueira Centenária” se encontra até hoje no centro da praça e é patrimônio histórico de Santa Catarina. A praça local é um dos lugares mais frequentados para relaxar e aproveitar o ambiente.

 

 

Isto não é de hoje. No final do século XIX, o escritor e jornalista Virgílio dos Reis Várzea (Nasceu em Florianópolis em 06/01/1863 e faleceu no Rio de Janeiro em 29/12/1941), escreveu no livro “Santa Catarina: a ilha”, sobre a sensação de vivenciar os atrativos do local.

“O Quinze de Novembro, com um jardim ao centro, mas um jardim magnífico e moderno, todo gradeado em redor e onde se erguem uma pequena cascata, um interessante chalet chinês, grandes corbeilles de arbustos, maciços de flores e tufos delicados de grama, abrindo-se em tonalidades de colorido que vão desde o verde-escuro dos pinheiros à doçura do verde outonal — é um lugar aprazibilíssimo e não tem rival em nenhuma das nossas cidades marítimas, a contar da Capital Federal para o sul. Excelente ponto de atração e recreio, é o passeio público das famílias desterrenses, que nele se reúnem aos domingos de tarde, em grupos graciosos e alegres, com crianças em volta, arejando e expandindo-se em curtos, mas continuados passeios pelas aleias”.

Matéria publicada na Revista de Verão 2018, pág. 08. 

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