Um lindo dia de sol foi o cenário ideal para realização do Pedal Humanitário, neste sábado (09/06) que teve início em frente da sede do Ministério Público Federal, na Avenida Beira-Mar Norte, em Florianópolis, onde aconteceu o credenciamento, a entrega das doações e as orientações. Dali partiram para o Parque de Coqueiros.

Cerca de 127 pessoas pedalaram até o parque de Coqueiros. Lá no parque 30 voluntários do CRAI, com alguns imigrantes esperavam os ciclistas; montaram uma pequena feira, onde os imigrantes, venderam comidas típicas do Haiti, Colômbia, Marrocos, Venezuela e um grupo do Senegal comercializou roupas. “A princípio a ideia era de se realizar só o pedal, mas a equipe do CRAI pensou em somar com o evento levando através da feira a temática imigratória. Convidou os imigrantes e houve uma troca de experiências entre as pessoas que estavam ali no parque e os ciclistas que puderam conhecer a culinária e um pouco mais da cultura destes países, o que foi muito bacana”, declarou Luciano Leite, coordenador do CRAI.

Os organizadores do Pedal Humanitário foram o Programa Bem Viver, em parceria com a Comissão de Direitos Humanos da Polícia Rodoviária Federal, Círculos de Hospitalidade e Centro de Referência de Atendimento ao Imigrante/SC (CRAI) e com apoio da Justiça Federal de Santa Catarina, Ministério Público do Trabalho/SC, OAB/SC, AJUFESC, GAIRF, Associação dos Servidores do MPF/SC.

O evento marcou o início das celebrações do Dia Mundial do Refugiado (20 de junho). No convite para a realização do pedal encontramos a seguinte reflexão: “Ao redor do mundo, milhões de pessoas passam pelo inimaginável: têm suas vidas destroçadas por guerras, violência e catástrofes naturais. Além de terem suas histórias marcadas pelo deslocamento forçado e vida em exílio, muitas comunidades refugiadas e imigrantes encontram hostilidade ao invés de hospitalidade”, declarou a cofundadora do Círculos de Hospitalidade, Bruna Kadletz. “O sentimento xenofóbico, aliado ao fato de vivenciarmos a pior crise humanitária desde a II Guerra Mundial, nos convida a ressignificar o nosso olhar sobre populações migrantes, particularmente aquelas que buscam refúgio e novos recomeços em nossas sociedades”, concluiu.

Ao final do evento, Cynthia de Moura Orengo, do Ministério Público Federal, que junto com toda equipe envolvida trabalhou muito para a realização do evento, declarou que “todos envolvidos na organização estão agradecidos pela receptividade e pelo sucesso do evento”. Seguiu dizendo: “Por que o Pedal Humanitário? Pelo fato de vivenciarmos a pior crise humanitária desde a II Guerra Mundial, aliada a um sentimento de xenofobia. Buscando sensibilizar e chamar atenção da população para a situação dos refugiados e imigrantes que estão em nosso Estado, surgiu a ideia do Pedal. A crise dos refugiados ainda não acabou e ainda há um longo caminho de hospitalidade a ser trilhado. Ontem pedalamos por amor, fraternidade, visibilidade e hospitalidade”. E acrescentou “Obrigada a todos envolvidos na organização: Programa Bem Viver/MPF, PRF, Círculos de Hospitalidade e CRAI, ao apoio da ASMPF e da ENGIE. Agradecemos também à Guarda Municipal, Cicles Hoffman, Grupo Escoteiros do Ar, JF/SC, AJUFESC, OAB/SC, MPT/SC, GAIRF e Grupo Proc Bike. E por fim, agradecemos aos participantes do Pedal: 127 ciclistas, que numa manhã gelada, em Florianópolis, doaram seu tempo e pedalaram pela causa dos refugiados. Foi muito lindo e emocionante. Grata por fazer parte desse movimento. “Eu Sou porque Nós Somos”

Sônia Gonzaga, uma das participantes do Pedal disse que o evento foi muito bem organizado. Destacou a acolhida, com a entrega das camisetas, a preparação para o trajeto. Também, ressaltou que presença dos imigrantes de várias nacionalidades, com a culinária dos diversos países, a troca de experiências sobre as diversidades culturais foi muito rica. Destacou ainda, que convidou amigas (os) que também participaram e todos foram unanimes em falar do êxito do evento que deu oportunidade a eles de ser solidários e de conversar e refletir sobre a problemática dos imigrantes.

Para o coordenador do CRAI, “a participação de várias entidades envolvidas na realização do evento foi muito relevante, pois, foram várias entidades que voltaram seu olhar para a questão imigratória. Juntos, convidamos à sociedade a refletir pautas relevantes como a solidariedade e a realidade da imigração em Santa Catarina”.

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