Os temas relativos aos Direitos Humanos, atualmente, são de grande relevância para a atividade policial. A despeito das eventuais discordâncias e das quase sempre polêmicas opiniões insufladas pelo senso comum, é cada vez mais patente que a temática encontra-se no seio das discussões atuais, exigindo o envolvimento aprofundado em estudos que possam abarcar uma visão cientifica, humana e provida de elementos balizados por saberes vivenciados.

 

O I Curso Avançado de Direitos Humanos da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que iniciou-se na última segunda-feira desse mês, 15, na Academia Nacional da PRF – ANPRF, em Florianópolis, tem como objetivo a provocação de reflexões cognitivas em seus servidores de uma forma diferente, para além da sala de aula. A ideia é que os alunos-policiais passem por vivências relacionadas aos eixos temáticos previstos no curso, que é voltado para servidores que já atuam como membros de Comissões Regionais de Direitos Humanos da PRF em todo o Brasil, como também para instrutores da disciplina de Direitos Humanos e Cidadania da instituição. Como isso, espera-se que os alunos possam aprender também a partir de atividades vivenciais.

O curso está alinhado ao que prevê as Diretrizes Nacionais de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos dos Profissionais de Segurança Pública e ao Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos, reiterando o dever dos profissionais de segurança pública de agir como verdadeiros titulares dos direitos humanos, pela defesa e promoção desses valores e princípios de forma integrada à sociedade.

Dentre as atividades externas previstas para o curso, a PRF, em parceria com a Pastoral do Migrante da Arquidiocese de Florianópolis, promoveu nesta manhã do último dia 19, na Paróquia Santa Terezinha do Menino Jesus, na Prainha, em Florianópolis, uma roda de conversa entre os policiais rodoviários federais e imigrantes haitianos.

Segundo o policial rodoviário federal Arthur Luba, presidente da Comissão Regional de Direitos Humanos da PRF em Santa Catarina e organizador do evento, “esse tipo de experiência é muito rico para despertar nos alunos-policiais a consciência social e empatia pelo próximo. Ao estarmos mais próximos dos grupos vulneráveis estamos aprimorando o nosso papel de polícia cidadã, promotora dos direitos humanos”.

Os policiais e servidores públicos convidados para o evento foram recepcionados pelo padre Marcos Mario Bubniak, coordernador da Pastoral do Migrante em Santa Catarina, que abriu a roda de conversas. Participaram o coordenador do CRAI-SC, Luciano da Silva Filho, universitários e imigrantes, entre eles o haitiano Clarens Cherry, educador social e pesquisador da Universidade Federal de Santa Catarina- Eirenè – Centro de Pesquisas e práticas Decoloniais e Pós-coloniais aplicadas às Relações Internacionais e ao Direito Internacional. O curso avançado de direitos humanos da PRF se encerra no dia 02 de novembro.

Por Arthur Marian Luba
Comissão de Direitos Humanos
Superintendência da Polícia Rodoviária Federal em Santa Catarina

2 Comments, RSS

  • Margarida Messiano dos Santos

    diz em:
    22 de outubro de 2018 às 19:08

    Parabéns pela iniciativa desses lindos trabalhos

  • Sidney Assis Brasil

    diz em:
    22 de outubro de 2018 às 16:57

    Parabéns pela iniciativa ! Com certeza deixará bons frutos.

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