Confira a entrevista com Filipe Domingues, representante da juventude brasileira no Sínodo dos Bispos

Filipe com Papa Francisco

Com o tema “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”, o Sínodo dos Bispos 2018 ocorre entre os dias 03 e 28 de outubro, no Vaticano. Jovens do mundo inteiro estarão representando os seus países neste encontro.

O Brasil conta com dois representantes: Filipe Domingues, da Diocese de Santo André e jornalista do jornal “O São Paulo”; e Lucas Barboza Galhardo, representante do Movimento Schoenstatt Internacional e membro do Comitê Nacional de Coordenação da Pastoral Juvenil, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

O Jornal da Arquidiocese (JA) conversou Filipe Domingues, 31 anos, que vive há seis anos em Roma, acompanhando as notícias do Vaticano. Ele também é doutorando em ciências sociais pela Pontifícia Universidade Gregoriana, também na capital italiana.

JA: O que é o Sínodo dos Bispos?

Filipe: É uma instituição da Igreja, que foi fundada pelo Concílio Vaticano II, com a ideia de que os bispos possam conversar e tomar decisões juntos para o futuro da Igreja. E como este ano é o Sínodo dos Jovens, quer dizer que a juventude virou o centro das atenções de toda a Igreja.

 

JA: O que você espera do Sínodo?

Filipe: No pré-sínodo foi falado que os jovens querem uma Igreja autêntica. Isso não quer dizer perfeita, mas que a Igreja e nós que reconheçamos os nossos erros. O jovem quer uma Igreja próxima das pessoas em qualquer realidade que elas estejam e que viva aquilo que prega.

 

JA: Você esperava ser representante? Como foi o processo até receber o convite?

Filipe: Não. Eu não esperava nem estar na comissão para redigir o documento da reunião pré-sinodal. Quando terminou esse encontro, eu cobria um evento no Vaticano, e um padre que trabalha na organização do Sínodo comentou comigo que existia uma possibilidade de eu ser convidado. Fiquei na expectativa, e depois acabei recebendo a confirmação.

 

JA: O que você vai fazer no Sínodo?

Filipe: Eles me chamaram para ser como um dos consultores que estarão lá para aconselhar os bispos e trabalhar junto com os organizadores nos documentos e nas traduções. Eu terei um papel mais técnico pelo fato de eu ser jornalista e ter conhecimento nas áreas de mídias sociais e ética na mídia.

Matéria publicada na edição de outubro de 2018, do Jornal da Arquidiocese, página 11. 

 

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