Foto: Márcia Cristina Ferreira

Em sua 89ª edição o Festejo de Nossa Senhora dos Navegantes reuniu comunidade, festeiros, pescadores e turistas.

A Comunidade de Nossa Senhora dos Navegantes, no bairro Centro, praia de Bombinhas, na sexta, 2 de fevereiro, o 89º festejo em honra a Padroeira de Bombinhas, juntamente a 2ª Campanha das Talhas de Caná. O dia iluminado, como convém a Nossa Senhora dos Navegantes, reinou absoluto acompanhando a Estrela do Mar, desde a missa realizada pela manhã, seguiu durante o almoço no salão paroquial e foi assim pela procissão por terra e mar.

A celebração da Padroeira é sempre um momento muito especial, onde os devotos agradecem, louvam, pedem proteção e bênçãos, em especial os pescadores, que se prostram diante dEla no intuito de que o ano seja de fartura e de tranquilidade na labuta, ainda, pedem pelos companheiros que ganharam a eternidade no ano anterior. A missa foi presidida pelo Padre Cleber, atualmente no Mato Grosso do Sul, mas filho da vizinha Itajaí, acompanhado pelo pároco de Bombinhas, Padre Silvano Oliveira, e pelo seminarista Álvaro da Silva, também de Itajaí.

Foto: Márcia Cristina Ferreira

Passava das 16 horas quando os fiéis se reuniram, novamente, na nave da Capela de Nossa Senhora dos Navegantes onde iniciou a procissão por terra e mar com o andor da Padroeira nos ombros dos homens, muitos deles pescadores, e o Sagrado Coração nos ombros das mulheres.

O cortejo seguiu pela Avenida Vereador Manoel José dos Santos, com o apoio da Polícia Militar de Bombinhas, até o trapiche na rua Sardinha, onde a Stella Maris, a comitiva litúrgica e os fiéis embarcaram no “Manuela Pinheiro”, um barco de arrastão de camarão, conduzido pelo Mestre Fabinho da Mata, auxiliado por Beijote da Silva. O Manuela Pinheiro já conduziu a Santa outras vezes e tem esse nome em homenagem a filha de Sandro Pinheiro, que apesar de ter apenas 11 anos, é festeira há, pelo menos, seis, e fala com a propriedade de gente grande: “me sinto feliz por ver Nossa Senhora dos Navegantes em uma embarcação de minha família, tão pertinho. Também, me sinto orgulhosa e protegida”, destaca a prodígio Manu. E novamente, como no ano anterior, a embarcação, ao som de orações a cânticos, foi até a praia da Sepultura, e depois seguiu seu rumo pelas praias de Bombinhas e Bombas, para que a safra de tainhas de 2018 seja abençoada.

Foto: Larissa Zeferino

Este ano participaram da procissão sete embarcações. Ao retornar do mar a procissão seguiu até a igreja pela avenida principal, já que, a maré alta impossibilitou a volta pela praia, como é o costume.

A coordenadora de Liturgia, Greice dos Santos Pinheiro, explica que o festejo faz com que a comunidade se unifique ainda mais, e a comunidade estava em preparação desde de dezembro para que tudo saísse perfeito.“Não é o trabalho de um que faz acontecer, mas a doação pessoal individual, somada aos demais, que conseguimos fazer cada ano mais bonito. Dessa forma, a devoção de cada um, quer seja liderança, membro do Conselho Pastoral da Comunidade – CPC, festeiro, padrinho, colabora em algo, pois é preciso ter mãos na cozinha, na churrasqueira, na decoração, na liturgia, nos preparativos, na música, são muitos fazeres, e essa dedicação a nossa Padroeira nos une mais a cada ano”, conclui Greice.

Encerrou o dia em honra a protetora dos pescadores, uma domingueira no salão paroquial, que seguiu noite adentro, até a meia-noite.

Márcia Cristina Ferreira
Coordenadora da Pastoral da Comunicação

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