A regeneração pelo Batismo foi o tema da catequese do Papa Francisco na Audiência Geral desta quarta-feira (09/05).

A Praça São Pedro acolheu cerca de vinte mil fiéis, apesar do mau tempo na capital italiana.

Os peregrinos ouviram o Pontífice explicar o rito central do Batismo, isto é, a imersão na pia batismal.

“O Batismo nos abre a uma vida de ressurreição, não a uma vida mundana. A fonte batismal é o local em que se faz a Páscoa com Cristo!”, disse o Papa. O renascimento do homem novo exige que seja reduzida a pó a criatura velha. As imagens do túmulo e do ventre materno referidas à fonte são incisivas para expressar a grandeza dos simples gestos do Batismo.

A Igreja é mãe

“A Igreja é mãe através do Batismo. Assim como os nossos pais nos geraram à vida terrena, a Igreja nos regenerou para a vida eterna no Batismo. Nós nos tornamos filhos no Filho Jesus”, explicou ainda Francisco.

Também sobre cada um de nós, renascidos pela água e pelo Espírito Santo, o Pai celeste faz ouvir a sua voz: «Tu és o meu filho muito amado». Esta voz paterna é perceptível não pelos ouvidos, mas pelo coração de quem crê; e acompanha-nos por toda a vida.

O Batismo é indelével

Renascidos filhos de Deus, o seremos para sempre, sem jamais nos abandonar. De fato, o Batismo não se repete, porque imprime uma marca espiritual indelével. Nenhum pecado o pode apagar, embora impeça o Batismo de produzir frutos de salvação. Mesmo alguém se tornando guerrilheiro, disse o Papa, a marca do Batismo não desaparece.

“Deus jamais renega os seus filhos”, afirmou Francisco de maneira contundente, pedindo que os fiéis repetissem esta frase mais de uma vez.

Mediante a ação do Espírito Santo, o Batismo purifica, santifica, justifica, para formar em Cristo um só corpo. Isso é expresso pela unção crismal, quando o ministro diz unge a cabeça e diz: «Unjo-te com o crisma da salvação para que, reunida ao seu povo, permaneças eternamente membro de Cristo sacerdote, profeta e rei».

Viver unidos a Cristo

O Papa então concluiu:

“Queridos irmãos e irmãs, esta é a vocação cristã: viver unidos a Cristo na Santa Igreja, participando da mesma unção para realizar a mesma missão, produzindo frutos que durem para sempre. Isso significa tornar a vida uma oferta agradável a Deus, prestar-Lhe testemunho com uma vida de fé e de caridade e pôr a vida ao serviço dos outros, seguindo o exemplo do Senhor Jesus.”

Síria

Ao saudar o grupo de língua árabe, Francisco recordou que o mês de maio é dedicado a Nossa Senhora e convidou a rezar de modo especial pela paz na Síria e no mundo inteiro.

Por Vatican News

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