A Diocese de São Salvador da Bahia

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A Diocese de São Salvador da Bahia

O pedido do Rei foi aceito pelo Papa Júlio III em 25 de fevereiro de 1551: criava-se a primeira Diocese brasileira, comdomperosardinha um território muito vasto: todo o país. O primeiro Bispo foi Dom Pero Fernandes Sardinha (1496-1556), Doutor em Cânones, que aqui chegou em junho do ano seguinte. Mas, não se deu bem: não entendeu a situação, entrou em conflito com os missionários jesuítas, não gostava dos índios e acabou dirigindo- se a Portugal a fim de apresentar queixas ao Rei. Na viagem de volta, o navio naufragou e D. Pero e outros passageiros conseguiram alcançar a praia, onde foram trucidados pelos indígenas caetés em 16 de julho de 1556.

O novo Bispo, Dom Pedro Leitão (1519- 1573), chegou três anos e meio mais tarde. Aliás, este era um grande problema. Muitos espaços entre a saída e a chegada de um Bispo. No mínimo, dois anos. Casos houve em que levou 11 anos para a escolha de um novo. Um dos motivos era a dificuldade de comunicação. Depois, o processo de escolha. O Rei fazia a sua escolha. Comunicava ao Papa. Que comunicava ao Rei. Que comunicava ao candidato eleito. Que podia aceitar ou não. Que devia ter tempo para se preparar. Que devia viajar. E assim os anos se passavam…

Mas, como estava Santa Catarina nessa hora? Apenas começando! Era o grande “Sertão dos Patos”, nome dado aos índios carijós (guaranis). Os primeiros missionários chegaram aqui por acaso: dois franciscanos, o padre Frei Bernardo de Armenta e o irmão religioso Frei Alonso Lebrón, vítimas de um naufrágio. Missionaram por aqui em 1537, retornando nos anos seguintes. Instituíram florescentes missões nos atuais territórios de São Francisco do Sul, Ilha de Santa Catarina e Laguna.

Os jesuítas, entre eles o Pe. Leonardo Nunes, chegaram em 1549. São, porém, missões esporádicas. Não podem produzir muitos frutos porque os portugueses querem índios para escravizá-los. Gostam do missionário enquanto ele “amansa o índio”, tornando-o um bom escravo para as fazendas.

Fonte: Pe. José Artulino Besen – Jornal da Arquidiocese, Março/07, Pág 09

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